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sábado, 8 de setembro de 2007



Cadernos de Guerra-Marguerite Duras

Género: Memórias
Editora: Oceanos (ASA)
*****

A origem do génio

Os primeiros textos de Marguerite Duras anunciam a obra futura

Continuam a sair textos dos arquivos da escritora francesa Marguerite Duras (1914-1996). E esses textos são essenciais para se conhecer a sua oficina. Sophie Bogaert e Olivier Corpet explicam, no prefácio, que entre a riqueza destes arquivos se destacam “quatro pequenos cadernos (…) guardados num sobrescrito”, onde a própria Duras os tinha reunido sob a denominação de ‘Cadernos de Guerra’.

Redigidos entre 1943 e 1949, eram desconhecidos na sua singularidade. Porém, quando os lemos – os dois prefaciadores sublinham-no –, percebemos que na fábrica da escritora nada se perdia. No primeiro caderno encontramos esboços de ‘Uma Barragem contra o Pacífico’ e versões de narrativas de ‘A Dor’; nos dois cadernos seguintes, há ainda a versão original de ‘A Dor’; no ultimo caderno, esboços de romances como ‘O Marinheiro de Gibraltar’, ou ‘Madame Dodin’.

Chega para perceber a importância desta tradução de António Carlos Carvalho, aliás, boa.

Em ‘Cadernos de Guerra’, Duras conta a infância e a adolescência, e tenta contá-las com rigor. A sua imagem não parece sair retocada; ela sente-se estranha e estrangeira, e é-o até à perversidade: “Como consegui superar a espécie de repugnância física que Léo me inspirava?” Léo era o namorado autóctone que a jovem Marguerite encontrou na Indochina, hoje Vietname, rapaz rico, que a fascinava e que ela repelia. A ambiguidade que encontraremos, muito mais tarde, na sua obra literária estava já no inicio, espécie de pensamento maléfico que a afastava de toda a gente, adultos e crianças. “Renunciei a tentar modificá-lo porque dava demasiado trabalho”, escreve a propósito do namorado.

A mãe, viúva de funcionário colonial, era totalmente irresponsável.

O Governo francês protegeu-a, como fazia com todos os servidores oriundos da metrópole. A senhora, mestra de meninos, queria enriquecer. O Estado deu-lhe a concessão de alguns hectares de terra para cultivo de arroz. Ela nada percebia de agricultura nem de monções. Para arrancar, pediu dinheiro emprestado a um ‘chetty’ usuário hindu. Os trabalhadores roubaram-na; a natureza agreste virou-se contra ela; faliu. Marguerite Duras conta estes dramas com desprendimento e simultaneamente com mal-estar adolescente por pertencer a uma família pobre. Amou um irmão, detestou outro que a espancava. A mãe, que a amava, batia-lhe também quando se enervava. E aconselhava-a a nunca dormir com Léo, por causa de ele ser oriental, mas a sacar-lhe todo que pudesse. ‘Cadernos da Guerra’ não é uma epopeia, mas a crónica da vida quotidiana miserável. Os alicerces do génio.

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